1º Duatlo do Jumbo

Depois de no ano passado ter feito os 10 Km da corrida do Jumbo no Autódromo do Estoril, este ano voltei mas para participar no duatlo.


Apesar de o duatlo ter menos uma modalidade (não há componente de natação) continua a ser composto por três segmentos. Começamos por fazer corrida, depois a componente de ciclismo e para terminar faz-se novamente uma corrida. A prova em que eu participei foi a prova aberta que tinha as seguintes distâncias: 2 Km Corrida + 8 Km Ciclismo + 1 Km Corrida.

Sendo as distâncias tão curtas combinei com o João Pires irmos logo de Lisboa de bicicleta e no final da prova voltar também a pedalar. Deste modo conseguíamos fazer mais cerca de 30 Km para cada lado o que dava já um total jeitoso.

Lisboa - Autódromo
Por volta das 7:15 da manhã estava a sair de casa para ir até à Pontinha onde o Pires estaria à minha espera. As pernas ainda estavam doridas do treino de corrida do dia anterior (17Km 500m+) mas com o passar dos Km's foram ficando mais soltas.



No percurso de ida optámos por ir "por dentro". Havia pouco trânsito àquela hora e chegámos ao autódromo sem problemas cerca de 1 hora e 26 minutos depois e já com 29,4 Km's. 



Segmento 1 - Corrida: 09:18 média de 4:50 min/km
Com uma distância tão curta o ritmo tinha de ser alto logo desde o inicio. Arranquei o mais rápido que consegui mas mesmo assim dei por mim no fim do pelotão. Não desanimei e consegui manter-me sempre num ritmo alto para o que tinha planeado inicialmente (tinha planeado 05:30 min/km).


O percurso consistia em dar duas voltas na zona das boxes, e na segunda volta fui conseguindo passar alguns atletas. Na aproximação para a zona de transição tentei reduzir um pouco o andamento e recuperar o fôlego para o segmento de ciclismo.

Transição Corrida - Ciclismo: 00:49
Na altura tudo me pareceu muito rápido mas a verdade é que demorei quase 1 minuto. Entrei a correr, descalcei-me rápido e talvez tenha demorado um pouco a calçar os sapatos de ciclismo. Depois foi só pegar na bicicleta e correr com os sapatos de encaixe (não dá jeito nenhum) até ao fim do parque.




Segmento 2 - Ciclismo: 15:51 média de 30,9 Km/h
É giro pedalar num autódromo onde normalmente só andam carros e motas a alta velocidade.

Deu-me um gozo enorme poder "acelerar" por ali fora e tentar fazer sempre a trajectória certa nas curvas para ganhar algum tempo. Fui sempre o mais rápido que consegui e passei imensa gente neste segmento, mas também fiz tudo praticamente sozinho. Durante as duas voltas que dei ao percurso não consegui encontrar nenhum grupo que fosse com um andamento semelhante ao meu, ou iam mais rapido e não conseguia lá chegar ou mais lentos e eu acabava por preferir ir sozinho

Tal como tinha visto o ano passado na corrida do Jumbo o percurso não é plano e tem duas zonas de subida. A primeira para a recta interior faz-se bem, mas a segunda subida na zona da "shikane" já é mais complicada e obrigava a levantar da bicicleta. Depois era recuperar um bocadinho até a curva da parabólica e voltar a acelerar na entrada da recta da meta.


Infelizmente eram só 8 quilómetros e ao fim da segunda volta estava na altura de voltar a entrar no parque de transição.

Transição Ciclismo - Corrida: 00:40
Esta transição foi um pouco mais rápida que a outra, não sei porquê. Entrei a correr calçado (ainda não sei descalçar-me em cima da bicicleta), e chegado ao meu local, foi só trocar os sapatos de ciclismo pelos ténis e preparar-me para sair. Só quando estava a acabar de calçar os ténis é que me lembrei que convinha tirar o capacete.

Segmento 3 - Corrida: 04:48 média de 4:51 min/km
Mais um arranque muito rápido, mas rapidamente percebi que não dava mais, queria chegar-me ao atleta que ia à minha frente mas não conseguia mesmo forçar um andamento mais rápido. 


Acabei por gerir o ritmo até ao final com o objectivo de fazer este ultimo segmento a uma média inferior a 5 min/km o que consegui.




Antes da prova não tinha pensado em tempos finais, queria fazer tudo o melhor que conseguisse e esse objectivo foi claramente cumprido. O tempo final foi de 31 minutos e 28 segundos.


A Minha Prova:


Autódromo - Lisboa


No regresso optámos por ir pela Marginal, o percurso seria mais plano e dava para descansar um bocadinho. Neste regresso a casa já sentia o cansaço acumulado nas pernas mas ainda faltava a parte final. Ou subia pelo Restelo, entrava em Monsanto e descia do outro lado, ou então ia até ao Terreiro do Paço e subia até ao Saldanha. Para evitar as linhas de eléctricos e o trânsito adicional dessa zona fomos pelo Restelo.


A subida é bastante longa mas devagarinho lá consegui aguentar-me até ao final. O pior foi quando virámos à esquerda para dentro de Monsanto. Era uma subida curta e não era especialmente inclinada mas estive quase quase a ter de pôr o pé no chão. Mesmo na mudança mais leve foi um sacrifício enorme fazer aqueles 200 metros de estrada.




Balanço Final
O balanço final da prova é extremamente positivo. A organização esteve impecável, levantamento de dorsais sem problemas, percurso bem marcado e com os km's certinhos e uma enorme variedade de produtos oferecidos no final. 


Pessoalmente gostava que as distâncias dos segmentos fossem um bocadinho maiores, mas compreendo que para quem quer experimentar um duatlo sejam as indicadas. É uma boa forma de permitir à maior parte das pessoas experimentar juntar duas modalidades.


Fotos e Classificações:

Resumo Mensal - Agosto 2015

O mês de Agosto acabou por não ser nada do que eu queria. Depois da prova de Óbidos tinha decidido tirar uma semana sem fazer nada, uma espécie de férias do desporto. Ia ser só uma semana e depois retomava em força os treinos para as 2 provas na Serra d'Arga. 

Pois a semana de férias transformou-se em duas semanas e meia. Se os primeiros 7 dias de paragem foram previstos os seguintes já foram forçados. Apanhei uma virose qualquer que me deixou com febre e diarreia. Depois disso foram mais alguns dias com bastantes dores nas costas que me deixaram completamente parado.


Quando voltei aos treinos claro que a forma já não estava como antes e em vez de treinar mais para compensar acabei por desmotivar e correr menos.

O resultado foi o meu pior mês do ano.

Calendário do mês de Agosto:

Número de Actividades em Agosto 2015:



Número de Km's em corrida - Agosto 2015:



VII Trail Nocturo da Lagoa de Óbidos

No primeiro fim de semana de Agosto desloquei-me a Óbidos para participar na VII edição do Trail Noturno da Lagoa de Óbidos. 

Cheguei a Óbidos por volta das 18:30 e fui logo tratar de levantar o dorsal, de seguida voltei para o carro para o guardar e fui dar uma volta pela vila e tratar de encontrar um sitio onde pudesse jantar antes da prova. 

Não queria comer nada de muito fora do habitual e quando encontrei um restaurante que tinha no menu "esparguete com atum" acabei por aproveitar visto ser uma receita já testada anteriormente e com sucesso.

Como tinha jantado cedo consegui ir calmamente para o carro equipar-me colocar as ultimas coisas na mochila e ir para o "jogo da bola": Local da concentração de atletas para a prova e onde seria dado o briefing.

No local da concentração encontro os meus colegas de equipa: Isa o Vitor e com eles estava o grande Filipe que aproveitei para finalmente conhecer pessoalmente. 

Depois de bastante tempo de espera durante o qual, soube posteriormente, (na altura não me apercebi de nada tal a confusão) que foi feito o briefing da prova e um minuto de silêncio em memória do João Marinho começamos a descer as ruas da vila até à entrada onde seria a partida oficial da prova.

Não posso dizer que tenha sido uma prova que tenha gostado particularmente. Prova com muito estradão, e apenas umas duas ou três zonas com subidas e descidas mais complicadas, inclusive algumas tinham de ser feitas com auxilio de cordas. Nestas zonas havia single tracks que se fosse de dia tinha-me aventurado a correr um pouco mais, mas de noite fui menino e tive receio de ficar ali estendido.

Acho que o interessante desta prova é o ser feita de noite. Acaba por ser diferente do habitual e tem outro tipo de dificuldades. Por exemplo achei que mesmo com o frontal o chão parece todo a direito, não sei se acontece com os frontais xpto que parecem farois, mas com o meu em alguns tipos de piso não se consegue perceber se está ali um desnivel ou não.

A minha prova correu dentro do normal, tendo terminado com mais alguns minutos do que o máximo das 4h a que me tinha proposto. Para alem ao fazer os 26Km desta prova disso atingi o meu máximo de distância em provas de Trail.

Não sei se voltarei a Óbidos, é uma prova que me deixa sentimentos mistos. Por um lado foi algo de diferente, por outro lado não consigo encontrar nada na prova que me puxe imediatamente para a repetir.

A minha prova:

36ª Corrida das Fogueiras

No sábado passado foi dia de voltar a uma prova clássica das Corridas, falo claro da Corrida das Fogueiras em Peniche. Depois de ter falhado a participação na prova do ano passado, este ano tinha mesmo de lá voltar. Como de costume nesta prova fui com os meus pais, a Rita e a mãe dela.


Quando saímos de Lisboa por volta das 17:00 e com cerca de 37º de temperatura não podia sequer imaginar que quando chegasse a Peniche uma hora e meia depois estivessem apenas uns 20º. Fui logo ter com o João Lima que já tinha levantado os dorsais e fomos de seguida procurar um sítio para jantar.



Estas provas são boas para ajudar o comércio local, e este ano para além do jantar também contribuímos ao comprar uns casacos para que a minha claque não ficasse cheia de frio enquanto esperava por mim.



Nas minhas duas anteriores participações optei por não jantar comendo apenas algo mais leve, mas este ano mudei um pouco as coisas. Estava ainda com as pernas doridas do treino Escadinhas e Subidinhas da passada quinta feira, e para além disso por motivos profissionais acordei algumas vezes durante a noite. Ou seja não tinha grandes expectativas para esta prova, por isso pensei que se já não estava em condições ideais para correr, não ia também ficar sem jantar. Não fui totalmente inconsciente e optei por comer peixe grelhado, para não ter uma digestão muito complicada.



Com uma dourada no estômago deixei a minha claque a acabar de jantar e fui para o local da partida (este ano mudaram para junto dos Bombeiros). Encontrei novamente o João e fiz o aquecimento com ele. Logo aqui vi que tinha sido má ideia jantar. Não estava mal disposto mas estava a sentir o estômago demasiado esquisito.



Aquecimento feito e fomos para a nossa zona de partida (mais uma novidade deste ano, partida por zonas de tempo). Encontrámos os amigos Sandra e Nuno e começámos a prova a correr todos juntos. De inicio ainda tentei seguir ao ritmo do João, mas ele estava muito rápido e acabei por ir ficando para trás.



Passei os primeiros quilómetros da prova à luta com o meu estômago, não ia confortável e a minha ideia era tentar minimizar o desconforto e aguentar-me até ao final da prova. Depois da voltinha inicial por uma zona mais deserta de Peniche, ao quilómetro 4 voltamos para o interior e numa viragem à direita levamos com o primeiro banho de multidão (que se mantém sempre até ao final). Era nesta zona que estava a minha claque e foi bom passar por eles para dar um ânimo extra para o resto da prova. 



Apesar de o estômago não estar a melhorar, conseguia manter o ritmo na ordem dos 05:30 min/km. Para isso muito ajudou a presença de tanta gente na rua enquanto atravessámos Peniche até chegar ao inicio da Marginal. 



Tinha ideia que a fase inicial da Marginal era a subir, mas a verdade é que praticamente nem dei pela subia. Aliás nem aqui nem na parte final da prova em que temos algum sobe e desce. Atribuo isso à minha presença no treino do João Campos - Escadinhas e Subidinhas.



Foi durante esta subida que a minha prova começou a mudar. O estômago continuava a incomodar-me mas, talvez por ter encontrado o amigo Rui Gameiro e ter ido um pouco à conversa com ele acabei por distrair-me desse problema. O Rui acabou por seguir e eu comecei consistentemente a aumentar o meu ritmo quilómetro após quilómetro. 



Durante o resto da marginal fui aumentando o ritmo e passei a sentir que afinal era capaz de fazer uma boa prova, mas sem me preocupar com tempos finais. Ao chegar à zona do Farol do Cabo Carvoeiro, sabia que vinha uma zona de sobe e desce, mas nesta altura já estava imparável. Estava a passar imensa gente e dei por mim a ir abaixo dos 5 min/km. Faltavam cerca de quatro quilómetros para o final da prova e aqui sim comecei a fazer contas. 



Tinha visto antes da prova que a média do meu Record aos 15 Km estava nos 5:23 min/km. Pensei que dado o inicio da prova ter sido mais complicado seria complicado recuperar o tempo perdido, mas a verdade é que com o passar dos quilómetros comecei a acreditar que ia ser possível, e lembrando-me de algumas palavras de incentivo da Rita fui sempre a forçar até ao final da prova. Se não chegasse ao record não ia ser por não ter dado tudo. 


Nos últimos dois quilómetros o percurso estava um pouco diferente, o que fez com que apanhássemos mais uma ligeira subida. Na altura desmotivei um bocado, é que para além da subida a zona estava também um pouco mais deserta. No último quilómetro estava novamente no percurso habitual e na zona onde se concentram a maior parte das pessoas. Estava uma enorme festa e passei pela minha claque a "voar" enquanto gritava "Record, Record" :)


Acabei a prova em sprint para um fantástico tempo de 1 hora 20 minutos e 58 segundos, ou seja menos 2 minutos e 38 segundos que o meu anterior record (obtido já este ano na corrida do 1º de Maio).



Reparei que o João Lima tinha chegado cerca de 20 segundos à minha frente e fui ter com ele. Também tinha feito uma excelente prova e ficado a apenas 10 segundos do seu record. 



Terminei a prova extremamente satisfeito, depois de um inicio complicado consegui fazer o resto da prova sempre em crescendo e terminar com um tempo que para mim foi excelente. Foi bastante satisfeito que fui ter com os meus pais, a Rita e a mãe dela para voltarmos para Lisboa. 



Não falei muito do público de Peniche ao longo do percurso, porque simplesmente não sei como o descrever. Esta prova tem de ser vivida, não há descrição que lhe faça jus. Só participei três vezes mas é das provas que mais gosto de fazer, é mágico correr à noite naquela marginal só iluminada pelas fogueiras. É uma emoção enorme passar por zonas em que está toda a gente na rua a gritar e aplaudir os atletas, desde adultos a crianças sempre de mão esticada à espera de um high5.



Peniche é uma prova obrigatória para quem anda neste mundo ou para quem acompanha. Tanto a participar como a ver é um ambiente único e que vale a pena viver pelo menos uma vez.



Obrigado Peniche e até para o ano.


Classificações:


Fotos:


A minha prova: