39º Meia Maratona de São João das Lampas

Tenho andado com pouca motivação para correr. A paragem no inicio de Agosto mandou-me um bocado abaixo, a boa forma que tinha acabou por ir desaparecendo, o que fez aumentar a minha preocupação em relação à forma como vou enfrentar duas provas seguidas na Serra d'Arga.

Essas duas provas deviam servir como objectivo para treinar ainda mais e tentar compensar o tempo de paragem mas não aconteceu. Nos últimos tempos ao ver que dificilmente vou fazer o que queria nessas provas desmotivei e fiquei ainda com menos vontade para treinar.

No dia da Meia das Lampas, passei o dia a dizer à Rita que não estava com muita vontade de ir correr, especialmente uma Meia Maratona, e que provavelmente ia fazer só a 1ª parte da prova ficando-me pelos 13 Km. Ela não deixou, insistiu sempre para fazer a prova toda e que eu era capaz. (fast-forward: ao passar ao km 13 não podia ficar lá e dizer que não me tinha apetecido continuar).



Para alem da falta de vontade e das dúvidas sobre a minha forma para correr 21 Km estava preocupado com o vento que se fazia sentir e a possibilidade de ficar, tal como em 2013, cheio de frio nos quilómetros finais.

Quando cheguei a São João das Lampas, encontrei-me com o João, a Isa e o Vitor que quando me ouviram dizer que se calhar só fazia os 13 Km disseram logo o mesmo que a Rita. Não fazia nada só 13 Km, tinha de fazer a prova toda. 

Começámos a prova devagarinho e depois da volta pelo largo éramos praticamente os últimos atletas. Nada de grave, a prova é longa e complicada por isso mais valia começar com calma e aguentar tudo até ao final. Este atraso inicial até deu jeito já que acabou por resultar numa boa foto.


A Rita tinha-me deixado em S. João das Lampas antes da prova e ao Km 3 lá estava ela para dar uma força extra antes de uma das subidas :) Depois de doping em forma de beijinho, a subida até passou mais facilmente do que eu pensava. Aliás durante quase toda a provas as subidas não custaram tanto como eu pensava que iam custar.

Entre subidas e descidas fomos fazendo o percurso do costume ate à passagem em São João das Lampas. A meta estava na rua do lado e nós a fugir dela para fazer ainda mais cerca de 8 quilómetros. Nesta altura fisicamente estava bem e não ia ficar acabar a prova ali só porque não me tinha apetecido continuar.

Nesta altura os quatro 4 ao Km presentes ainda seguiam todos juntos, mas aos poucos eu fui ficando para trás. As pernas até que estavam boas mas estava a começar a sentir-me desconfortável, digamos que na zona abdominal.


A situação ia piorando e eu ia olhando à volta a ver como é que podia resolver o problema. Não faltavam zonas de descampado à volta da estrada mas lenços é que não havia e não me apetecia ter de deixar o dorsal abandonado a meio caminho. Fui-me aguentando com a ideia de que nos anos anteriores tinha visto algures naquela zona um café... estava enganado!

Ia-me contorcendo e correndo mais devagar mas a situação não melhorava, a dada altura tive mesmo de ir a caminhar durante um bocado e confesso que pensei seriamente em pedir para fazer uma visita a casa de uma das várias pessoas que estavam às suas portas a ver e incentivar os atletas que passavam.

Acabou por não ser necessário. Num cruzamento por volta do Km 17, vejo o que me pareceu um café, paro o relógio, entro e ... Era um talho! Bem já que ali estava mais valia perguntar pela casa de banho, que por acaso havia mas estava avariada. Acabaram por me indicar o café que era mesmo ao lado. 

A casa de banho do café (Café "O Pesquita") estava a funcionar e em poucos minutos ficou o problema resolvido :)

Curiosamente esta situação é uma das preocupações que costumo levar para as provas, mas até à data nunca tinha acontecido. Para as provas de trail já ando com um pacote de lenços na mochila, para as de estrada vou ter de pensar em alguma coisa para desenrascar.

Quando voltei à estrada (ainda ouvi um "olha lá vai ele" dos fregueses que estavam a porta do café) estavam a passar o Nuno e a Sandra. Aproveitei logo a boleia deles para ir até ao final. Ainda voltei a sentir a barriga a queixar-se mas acabei por chegar ao fim da prova sem mais problemas.

Depois da ultima subida aconteceu o que tinha previsto no inicio, ou seja fui (eu e todos os outros claro) com vento de frente, mas acabei por não sentir frio como tinha receio no inicio. Cruzei a meta com um tempo oficial de prova + café de 02:16:34 e com tempo real (marcado no relógio) de 02:12:34 (curioso, paragem exacta de 4 minutos).

Acabei por fazer a prova toda e para alem disso fiz um tempo bem melhor do que julgava ser possível. Não estou com a preparação que queria estar para o Grande Trail da Serra d'Arga mas este resultado acabou por me deixar um pouco mais motivado.

Em relação à organização da prova mais uma vez nada de negativo a apontar. Prova com menos gente do que as Meias Maratonas mais conhecidas, mas de resto maior em tudo. A simpatia de toda a gente, o apoio, o preço da inscrição, a zona e mesmo o percurso duro mas mais motivador do que muitas outras fazem desta meia maratona (para mim) uma prova a não perder.

A minha prova:

1º Duatlo do Jumbo

Depois de no ano passado ter feito os 10 Km da corrida do Jumbo no Autódromo do Estoril, este ano voltei mas para participar no duatlo.


Apesar de o duatlo ter menos uma modalidade (não há componente de natação) continua a ser composto por três segmentos. Começamos por fazer corrida, depois a componente de ciclismo e para terminar faz-se novamente uma corrida. A prova em que eu participei foi a prova aberta que tinha as seguintes distâncias: 2 Km Corrida + 8 Km Ciclismo + 1 Km Corrida.

Sendo as distâncias tão curtas combinei com o João Pires irmos logo de Lisboa de bicicleta e no final da prova voltar também a pedalar. Deste modo conseguíamos fazer mais cerca de 30 Km para cada lado o que dava já um total jeitoso.

Lisboa - Autódromo
Por volta das 7:15 da manhã estava a sair de casa para ir até à Pontinha onde o Pires estaria à minha espera. As pernas ainda estavam doridas do treino de corrida do dia anterior (17Km 500m+) mas com o passar dos Km's foram ficando mais soltas.



No percurso de ida optámos por ir "por dentro". Havia pouco trânsito àquela hora e chegámos ao autódromo sem problemas cerca de 1 hora e 26 minutos depois e já com 29,4 Km's. 



Segmento 1 - Corrida: 09:18 média de 4:50 min/km
Com uma distância tão curta o ritmo tinha de ser alto logo desde o inicio. Arranquei o mais rápido que consegui mas mesmo assim dei por mim no fim do pelotão. Não desanimei e consegui manter-me sempre num ritmo alto para o que tinha planeado inicialmente (tinha planeado 05:30 min/km).


O percurso consistia em dar duas voltas na zona das boxes, e na segunda volta fui conseguindo passar alguns atletas. Na aproximação para a zona de transição tentei reduzir um pouco o andamento e recuperar o fôlego para o segmento de ciclismo.

Transição Corrida - Ciclismo: 00:49
Na altura tudo me pareceu muito rápido mas a verdade é que demorei quase 1 minuto. Entrei a correr, descalcei-me rápido e talvez tenha demorado um pouco a calçar os sapatos de ciclismo. Depois foi só pegar na bicicleta e correr com os sapatos de encaixe (não dá jeito nenhum) até ao fim do parque.




Segmento 2 - Ciclismo: 15:51 média de 30,9 Km/h
É giro pedalar num autódromo onde normalmente só andam carros e motas a alta velocidade.

Deu-me um gozo enorme poder "acelerar" por ali fora e tentar fazer sempre a trajectória certa nas curvas para ganhar algum tempo. Fui sempre o mais rápido que consegui e passei imensa gente neste segmento, mas também fiz tudo praticamente sozinho. Durante as duas voltas que dei ao percurso não consegui encontrar nenhum grupo que fosse com um andamento semelhante ao meu, ou iam mais rapido e não conseguia lá chegar ou mais lentos e eu acabava por preferir ir sozinho

Tal como tinha visto o ano passado na corrida do Jumbo o percurso não é plano e tem duas zonas de subida. A primeira para a recta interior faz-se bem, mas a segunda subida na zona da "shikane" já é mais complicada e obrigava a levantar da bicicleta. Depois era recuperar um bocadinho até a curva da parabólica e voltar a acelerar na entrada da recta da meta.


Infelizmente eram só 8 quilómetros e ao fim da segunda volta estava na altura de voltar a entrar no parque de transição.

Transição Ciclismo - Corrida: 00:40
Esta transição foi um pouco mais rápida que a outra, não sei porquê. Entrei a correr calçado (ainda não sei descalçar-me em cima da bicicleta), e chegado ao meu local, foi só trocar os sapatos de ciclismo pelos ténis e preparar-me para sair. Só quando estava a acabar de calçar os ténis é que me lembrei que convinha tirar o capacete.

Segmento 3 - Corrida: 04:48 média de 4:51 min/km
Mais um arranque muito rápido, mas rapidamente percebi que não dava mais, queria chegar-me ao atleta que ia à minha frente mas não conseguia mesmo forçar um andamento mais rápido. 


Acabei por gerir o ritmo até ao final com o objectivo de fazer este ultimo segmento a uma média inferior a 5 min/km o que consegui.




Antes da prova não tinha pensado em tempos finais, queria fazer tudo o melhor que conseguisse e esse objectivo foi claramente cumprido. O tempo final foi de 31 minutos e 28 segundos.


A Minha Prova:


Autódromo - Lisboa


No regresso optámos por ir pela Marginal, o percurso seria mais plano e dava para descansar um bocadinho. Neste regresso a casa já sentia o cansaço acumulado nas pernas mas ainda faltava a parte final. Ou subia pelo Restelo, entrava em Monsanto e descia do outro lado, ou então ia até ao Terreiro do Paço e subia até ao Saldanha. Para evitar as linhas de eléctricos e o trânsito adicional dessa zona fomos pelo Restelo.


A subida é bastante longa mas devagarinho lá consegui aguentar-me até ao final. O pior foi quando virámos à esquerda para dentro de Monsanto. Era uma subida curta e não era especialmente inclinada mas estive quase quase a ter de pôr o pé no chão. Mesmo na mudança mais leve foi um sacrifício enorme fazer aqueles 200 metros de estrada.




Balanço Final
O balanço final da prova é extremamente positivo. A organização esteve impecável, levantamento de dorsais sem problemas, percurso bem marcado e com os km's certinhos e uma enorme variedade de produtos oferecidos no final. 


Pessoalmente gostava que as distâncias dos segmentos fossem um bocadinho maiores, mas compreendo que para quem quer experimentar um duatlo sejam as indicadas. É uma boa forma de permitir à maior parte das pessoas experimentar juntar duas modalidades.


Fotos e Classificações:

Resumo Mensal - Agosto 2015

O mês de Agosto acabou por não ser nada do que eu queria. Depois da prova de Óbidos tinha decidido tirar uma semana sem fazer nada, uma espécie de férias do desporto. Ia ser só uma semana e depois retomava em força os treinos para as 2 provas na Serra d'Arga. 

Pois a semana de férias transformou-se em duas semanas e meia. Se os primeiros 7 dias de paragem foram previstos os seguintes já foram forçados. Apanhei uma virose qualquer que me deixou com febre e diarreia. Depois disso foram mais alguns dias com bastantes dores nas costas que me deixaram completamente parado.


Quando voltei aos treinos claro que a forma já não estava como antes e em vez de treinar mais para compensar acabei por desmotivar e correr menos.

O resultado foi o meu pior mês do ano.

Calendário do mês de Agosto:

Número de Actividades em Agosto 2015:



Número de Km's em corrida - Agosto 2015:



VII Trail Nocturo da Lagoa de Óbidos

No primeiro fim de semana de Agosto desloquei-me a Óbidos para participar na VII edição do Trail Noturno da Lagoa de Óbidos. 

Cheguei a Óbidos por volta das 18:30 e fui logo tratar de levantar o dorsal, de seguida voltei para o carro para o guardar e fui dar uma volta pela vila e tratar de encontrar um sitio onde pudesse jantar antes da prova. 

Não queria comer nada de muito fora do habitual e quando encontrei um restaurante que tinha no menu "esparguete com atum" acabei por aproveitar visto ser uma receita já testada anteriormente e com sucesso.

Como tinha jantado cedo consegui ir calmamente para o carro equipar-me colocar as ultimas coisas na mochila e ir para o "jogo da bola": Local da concentração de atletas para a prova e onde seria dado o briefing.

No local da concentração encontro os meus colegas de equipa: Isa o Vitor e com eles estava o grande Filipe que aproveitei para finalmente conhecer pessoalmente. 

Depois de bastante tempo de espera durante o qual, soube posteriormente, (na altura não me apercebi de nada tal a confusão) que foi feito o briefing da prova e um minuto de silêncio em memória do João Marinho começamos a descer as ruas da vila até à entrada onde seria a partida oficial da prova.

Não posso dizer que tenha sido uma prova que tenha gostado particularmente. Prova com muito estradão, e apenas umas duas ou três zonas com subidas e descidas mais complicadas, inclusive algumas tinham de ser feitas com auxilio de cordas. Nestas zonas havia single tracks que se fosse de dia tinha-me aventurado a correr um pouco mais, mas de noite fui menino e tive receio de ficar ali estendido.

Acho que o interessante desta prova é o ser feita de noite. Acaba por ser diferente do habitual e tem outro tipo de dificuldades. Por exemplo achei que mesmo com o frontal o chão parece todo a direito, não sei se acontece com os frontais xpto que parecem farois, mas com o meu em alguns tipos de piso não se consegue perceber se está ali um desnivel ou não.

A minha prova correu dentro do normal, tendo terminado com mais alguns minutos do que o máximo das 4h a que me tinha proposto. Para alem ao fazer os 26Km desta prova disso atingi o meu máximo de distância em provas de Trail.

Não sei se voltarei a Óbidos, é uma prova que me deixa sentimentos mistos. Por um lado foi algo de diferente, por outro lado não consigo encontrar nada na prova que me puxe imediatamente para a repetir.

A minha prova: