Campeonato Nacional de Estrada 2017

Tal como em 2016 comecei o ano com a participação na prova aberta aos atletas amadores e que decorre ao mesmo tempo que o Campeonato Nacional de Estrada. Desta vez a prova seria feita num percurso diferente, com inicio e fim na pista do Estádio Nacional.

O dia estava frio mas com a prova a ser feita praticamente toda ao sol, acabou por não ser tão mau como tinha previsto. Depois de um aquecimento e de ver a partida da prova feminina fomos para a pista aguardar pela nossa vez.

Que dizer da minha prova... Um tempo final de 59:29 deverá falar por si! Só me senti bem durante o primeiro quilómetro, provavelmente por ser a descer. Desde então e até ao final fui sempre a sentir que ia em esforço para o ritmo a que estava a correr. Aliás, o ritmo cardíaco ao longo de toda a prova foi mais alto do que o normal para um ritmo de 6 min/km.

Não encontro motivos para isto para alem de uma tosse que me tem acompanhado há algum tempo.


Pondo de parte o meu desempenho e sensações durante a prova, a mesma até foi agradável. O percurso é interessante, tem algumas dificuldades pelo meio e no final e ainda uma passagem pelo novo passeio marítimo de Oeiras  que ficou com muito bom aspecto. Não sei se já está aberto ao público mas está ali um espaço bastante agradável para correr, pedalar ou simplesmente passear.

A Minha Prova:

O que se passou em 2016

Desportivamente o ano de 2016 foi bastante diferente do que vinha a ser hábito até agora. Com a participação no Triatlo de Oeiras em 2015 fiquei "viciado" nesta modalidade e isso acabou por transformar bastante os treinos e provas que fiz durante o ano de 2016.

Com a transição para o triatlo, a corrida acabou por sofrer bastante. Fiz menos treinos e especialmente muito menos provas. Durante 2016 não fiz nenhuma prova maior que 10 Km e não participei em nenhum trail. Para compensar consegui, mais uma vez em Dezembro, bater o meu record pessoal, tirando 1, sim "um" simples segundo - foi no 59º GP de Natal.

Esta quebra de números na corrida é justificada pela participação ao longo do ano em cinco triatlos e dois duatlos. Nestas provas o destaque vai sem sombra de dúvida para o Lisbon Triathlon. Foi a minha estreia numa distância mais ou menos Olímpica, (950 m + 45 Km + 11 Km) e apesar do muito vento e chuva que assolou Lisboa nesse dia, tudo correu muito bem. O meu desempenho foi bastante bom e foi uma prova que, passado o nervosismo inicial, me deu imenso gozo a fazer.


Ao longo do ano fiz outras provas de triatlo mais curtas, na distância Sprint e Super-Sprint e terminei o ano a fazer novamente uma distância quase Olímpica (1100 m + 50 Km + 10 Km) no Triatlo de Cascais. Neste caso já não posso dizer que me tenha corrido tão bem como em Lisboa. A corrida foi feita de forma bastante sofrida.

Se olhar para os números de 2016, o total de treinos e provas que fiz até acaba por ser ligeiramente superior a 2015 (mais 4). Mas a mudança de foco da Corrida para o Triatlo, nota-se bem na distribuição do número pelos 3 desportos.



O número de quilómetros, inevitavelmente, acompanha a tendência do número de treinos. Se no ano passado tinha conseguido chegar aos 1200 Km de corrida, este ano cheguei a uns miseráveis 449,35 Km's. É o meu pior número desde que comecei a correr.

Já a natação e o ciclismo melhoraram imenso em relação ao ano passado. Nadei praticamente o dobro dos km's. Passei de 22 para 49 Km's feitos maioritariamente na piscina e com alguns treinos feitos no mar. 

No ciclismo,  passei de 206 para 1600 Km's pedalados em 2016. Este aumento de km's deve-se muito à aquisição de um turbo trainner que me permitiu começar a treinar este segmento durante a semana no conforto do lar. 


Corrida

Comecei o ano com dores no pé, depois de cada vez que ia correr. Daí a quase nulidade de Km's no início do ano. Em Março, depois de comprar umas palmilhas para os ténis, as coisas melhoraram e foram em crescendo até Maio, mês do Triatlo de Lisboa. Este esquema de crescendo repetiu-se novamente até Agosto / Setembro, mês do Triatlo de Cascais, e novamente no final do ano ,quando tive mais provas de estrada. 

Ciclismo

No ciclismo, não há comparação possível entre 2015 e 2016. Provavelmente todos os quilómetros a menos que fiz na corrida, ao fim de semana, foram para a bicicleta. Todos os meses fiz pelo menos um treino de ciclismo, com maior destaque para Abril com a preparação para o Triatlo de Lisboa, Junho e Setembro com um treino de 100 Km e Dezembro com os treinos feitos em casa.

Natação

Na natação, também consegui fazer pelo menos um treino todos os meses. Os destaques são também para os meses de Março e Abril em preparação para o Triatlo de Lisboa e o mês de Setembro para o triatlo de Cascais. Aliás, esse mês foi mesmo o mês com mais quilómetros nadados no ano. Provavelmente essa será a explicação para a Natação ter sido o segmento que me correu melhor em Cascais.



E, de um modo geral, são estes os números do ano que se passou. Para 2017, o objectivo principal, no que aos treinos diz respeito, passa por conseguir organizar-me de modo a treinar decentemente os 3 desportos que pratico, sem sentir que estou a negligenciar um deles.

Em relação a provas, direi mais tarde o que tenho planeado.

Bom Ano para todos.

Resumo Mensal - Dezembro 2016

Calendário - Dezembro 2016

Nº de Actividades - Dezembro 2016

Nº de Km's - Dezembro 2016

Duração - Dezembro 2016



9ª São Silvestre de Lisboa

Para finalizar o ano de 2016 havia a possibilidade de fazer duas provas de São Silvestre: Lisboa às 10:30 da manhã e Amadora às 18:00. Apesar de gostar muito da prova da Amadora, este ano optei por fazer apenas a de Lisboa. Foi a minha quinta participação nesta prova.

Pelo segundo ano consecutivo, consegui ter um tempo que me permitiu partir na vaga dos sub-50. O começar mais à frente acaba por facilitar mais um pouco e logo desde a partida conseguimos correr sem grandes atropelos.



Parti na companhia do João e reparei logo que ele estava com um óptimo andamento, o qual só consegui acompanhar durante dois quilómetros, até que tive de abrandar ligeiramente.

Pouco depois de ver o João a afastar-se, passa por mim o marcador de ritmo dos 5 min/km juntamente com um grande grupo. Sem pensar muito, colei-me a eles.

Sentia que ia pagar este esforço no final da corrida ao subir para o Marquês, mas era melhor ir aguentando ali do que ficar sozinho e inevitavelmente ir ainda mais lento.

Aos poucos o grupo ia ficando mais pequeno e ao passar no Cais do Sodré, já ao quinto quilómetro, comecei a sentir dificuldades em manter-me ali. Ao passar na Praça do Comércio passei o João Lima que tinha tido uma quebra, mas que viria a recuperar e passar-me novamente já perto do fim.

Ao fim de um quilómetro e meio a sofrer para acompanhar a bandeira dos 5 min/km não consegui mais e fiquei a vê-lo a ir-se embora. Ia a meio da Rua da Prata e faltava a parte pior da corrida.

A subida para o Marquês custou imenso. Por vezes ainda tentava aumentar  um pouco o ritmo, mas só durava meia dúzia de passos até voltar para perto dos 6 min/km. 

Na descida, inevitavelmente, deu para ir mais rápido, mas mesmo assim quando o João Lima passou por mim, já não tive forças para o acompanhar, e bem tentei!

Deixei-me seguir num ritmo confortável e passei a meta com 51:33, que não é mau (2.º melhor tempo nesta prova), mas que não foi o tempo que queria.

A Minha Prova:

O meu histórico na São Silvestre de Lisboa: