Tal como em 2016 comecei o ano com a participação na prova aberta aos atletas amadores e que decorre ao mesmo tempo que o Campeonato Nacional de Estrada. Desta vez a prova seria feita num percurso diferente, com inicio e fim na pista do Estádio Nacional.
O dia estava frio mas com a prova a ser feita praticamente toda ao sol, acabou por não ser tão mau como tinha previsto. Depois de um aquecimento e de ver a partida da prova feminina fomos para a pista aguardar pela nossa vez.
Que dizer da minha prova... Um tempo final de 59:29 deverá falar por si! Só me senti bem durante o primeiro quilómetro, provavelmente por ser a descer. Desde então e até ao final fui sempre a sentir que ia em esforço para o ritmo a que estava a correr. Aliás, o ritmo cardíaco ao longo de toda a prova foi mais alto do que o normal para um ritmo de 6 min/km.
Não encontro motivos para isto para alem de uma tosse que me tem acompanhado há algum tempo.
Pondo de parte o meu desempenho e sensações durante a prova, a mesma até foi agradável. O percurso é interessante, tem algumas dificuldades pelo meio e no final e ainda uma passagem pelo novo passeio marítimo de Oeiras que ficou com muito bom aspecto. Não sei se já está aberto ao público mas está ali um espaço bastante agradável para correr, pedalar ou simplesmente passear.
A Minha Prova:
Para finalizar o ano de 2016 havia a possibilidade de fazer duas provas de São Silvestre: Lisboa às 10:30 da manhã e Amadora às 18:00. Apesar de gostar muito da prova da Amadora, este ano optei por fazer apenas a de Lisboa. Foi a minha quinta participação nesta prova.
Pelo segundo ano consecutivo, consegui ter um tempo que me permitiu partir na vaga dos sub-50. O começar mais à frente acaba por facilitar mais um pouco e logo desde a partida conseguimos correr sem grandes atropelos.
Parti na companhia do João e reparei logo que ele estava com um óptimo andamento, o qual só consegui acompanhar durante dois quilómetros, até que tive de abrandar ligeiramente.
Pouco depois de ver o João a afastar-se, passa por mim o marcador de ritmo dos 5 min/km juntamente com um grande grupo. Sem pensar muito, colei-me a eles.
Sentia que ia pagar este esforço no final da corrida ao subir para o Marquês, mas era melhor ir aguentando ali do que ficar sozinho e inevitavelmente ir ainda mais lento.
Aos poucos o grupo ia ficando mais pequeno e ao passar no Cais do Sodré, já ao quinto quilómetro, comecei a sentir dificuldades em manter-me ali. Ao passar na Praça do Comércio passei o João Lima que tinha tido uma quebra, mas que viria a recuperar e passar-me novamente já perto do fim.
Ao fim de um quilómetro e meio a sofrer para acompanhar a bandeira dos 5 min/km não consegui mais e fiquei a vê-lo a ir-se embora. Ia a meio da Rua da Prata e faltava a parte pior da corrida.
A subida para o Marquês custou imenso. Por vezes ainda tentava aumentar um pouco o ritmo, mas só durava meia dúzia de passos até voltar para perto dos 6 min/km.
Na descida, inevitavelmente, deu para ir mais rápido, mas mesmo assim quando o João Lima passou por mim, já não tive forças para o acompanhar, e bem tentei!
Deixei-me seguir num ritmo confortável e passei a meta com 51:33, que não é mau (2.º melhor tempo nesta prova), mas que não foi o tempo que queria.
A Minha Prova:
O meu histórico na São Silvestre de Lisboa: