terça-feira, 20 de setembro de 2016

2º Duatlo do Jumbo (Sprint)

Depois da estreia no Duatlo do Jumbo, no ano passado, este ano não podia deixar passar a oportunidade de correr e pedalar novamente no autódromo do Estoril. Ainda por cima a prova deste ano ia ser um sprint, ou seja, distâncias maiores. Iam ser 5 Km de corrida + 20 Km de Ciclismo + 2,5 Km de Corrida.



Tal como no ano passado, combinei com o João Pires irmos de bicicleta para o autódromo. Este ano ele não ia participar na prova, mas decidiu acompanhar-me em parte do treino dele. 

Foi assim que, com 28,8 Km de Ciclismo nas pernas, cheguei ao Autódromo do Estoril onde já estava a Rita e os meus pais à minha espera.

Segmento 1 - Corrida (00:25:59)

À semelhança do ano passado, o arranque foi muito rápido. Neste, que foi o meu terceiro duatlo, fiquei com a ideia que o nível nestas provas é muito mais elevado do que nas habituais provas de estrada. 

Eu não corro rápido, mas nos duatlos logo após o início e enquanto ainda ainda vou a ritmos perto dos 5 min/km, sou logo dos últimos. Tenho ideia que este ritmo, em grande parte das provas de estrada, permite-me ir mais ou menos a meio do pelotão.

O percurso da corrida foi diferente este ano (o ano passado fiz o super-sprint) e apanhei logo duas subidas poucos metros depois de começar. Serviu para quebrar, e bem, o ritmo louco inicial e ir para valores mais toleráveis para mim.

Já a um ritmo "gerível", deixei-me ir sem preocupações por estar mais para trás. Até entrar no parque de transição ainda acabei por passar alguns atletas que foram quebrando para o fim do primeiro segmento.

Terminei os 4,90 Km de corrida a uma, boa, média de 05:18 min/km e entrei no Parque de Transição a grande velocidade. A minha bicicleta era quase das últimas, o que me dava vantagem na T1, já que corri a distância do Parque com os ténis ainda calçados.

A transição foi feita em 42 segundos. O ano passado tinha demorado 49. 

Segmento 2 - Ciclismo (00:42:24)

Entrei para o ciclismo muito rápido e cheio de força, que se esfumou logo toda, após a primeira curva quando levei com o vento de frente. 

O meu objectivo para o ciclismo era fazer uma média de 30 Km/h mas com o vento que se fazia sentir ia ser complicado. Ora era contra, ora eram as rajadas laterais que iam dificultando a progressão. 



Quando cheguei à segunda subida, na zona da chicane, tive bastantes dificuldades e comecei a pensar que ia ser um sacrifício fazer o segmento de ciclismo. Tenho mesmo de aprender a não entrar logo a matar e deixar o corpo habituar-se primeiro ao ritmo do ciclismo.

Ao entrar na reta da meta comecei a sentir-me melhor e consegui colocar um ritmo mais forte para as restantes quatro voltas.

Achei a chicane o ponto mais difícil do percurso, depois de uma primeira passagem muito complicada e de uma segunda bem melhor, achei que iam ser todas assim, mas não foram! 

Logo na volta seguinte, na recta interior, passou um grupo por mim ao qual me tentei juntar fazendo um esforço considerável para conseguir seguir na roda. Ao entrar na subida paguei logo esse esforço. As pernas não respondiam e vi-me tão aflito como da primeira vez.

A quarta e quinta passagem foram mais pacíficas e das mais rápidas.

Ao longo do ciclismo, e do resto da prova, tive os meus pais e a Rita a apoiar. Era engraçado a cada volta que fazia eles apareciam num sitio diferente.

Terminei os 20,34 Km do ciclismo a uma média de 28,8 Km/h. É verdade que foi abaixo do que queria, mas com o vento que se fazia sentir acho que até foi bom. Para além disso, não senti o mesmo que tinha sentido em Peniche, ou seja, que estava constantemente a ser ultrapassado. Aqui foi o inverso. Passei imensa gente durante o segmento do ciclismo.

A transição para a corrida também foi rápida. Estava a usar pela primeira vez em prova os sapatos que tinha comprado e portaram-se bem na parte de correr com eles. Claro que não é o ideal, mas pareceram-me estáveis para uma curta corrida.

Fiz a transição em 42 segundos mais 2 segundos que o ano passado.

Segmento 3 - Corrida (12:30)

A última corrida foi o normal, para mim, nestas distâncias. Um arranque muito rápido, apesar de parecer que ia lento, um mau momento mais ou menos a meio e a recuperação final.

O circuito era o mesmo que da primeira corrida mas só com uma volta. Ao longo do percurso acabei por ser ultrapassado por três outros atletas, sem conseguir sequer reagir e ir atrás deles.

Para compensar, na parte final comecei a reparar que aos poucos estava a ganhar vantagem ao atleta que seguia à minha frente, meti na cabeça que o tinha de ultrapassar e fui aumentando o ritmo até o conseguir passar a uns 100 metros da meta.

Neste último segmento o relógio marcou uma distância de 2,45 Kms feitos a uma média de 05:06 min/km.

A minha Prova:

Tal como no ano passado gostei bastante da prova. É um local engraçado para correr e pedalar e a acho que a prova está bastante bem organizada. 

Não sei se os quase 30 Km de ciclismo que fiz antes da prova afectaram a minha performance. É provavel que se estivesse mais fresco tivesse conseguido um tempo melhor, mas a ideia era fazer um teste de forma na prova e juntar mais uns km's de ciclismo em vista ao Triatlo de Cascais, dali a duas semanas.

Deu para testar algum material novo e para ver como está a forma. O material portou-se bem, e a forma física também não está má. Venha o Triatlo de Cascais!

 Classificações:
Fotos:

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

6ª Corrida do Sporting

Com a alteração da data da prova para Julho consegui finalmente voltar a participar na corrida do meu clube e desta vez com uma missão especial. Ia acompanhar o meu irmão que se estava a "re-estrear" nas provas de 10 Km. A última, e única, tinha sido há cerca de 10 anos.

O meu principal objectivo era conseguir "levá-lo" a prova toda a um ritmo estável para permitir que fizéssemos tudo sem parar de correr. Os treinos dele foram um pouco irregulares mas mesmo assim conseguiu fazer mais treinos do que eu.

Fomos fazer um curto aquecimento antes da prova e por causa disso acabámos por ficar no fim do pelotão. Nunca comecei uma prova tão atrás.

Dada a partida demorámos um pouco a chegar ao pórtico, mas rapidamente começámos a correr e a passar outros atletas. Uma das vantagens de começar tão atrás: começa-se logo a ultrapassar desde o início e acaba por ser mais moralizante. 

Fomos sempre a um ritmo constante e nem sequer nas imensas passagens nos túneis foi necessário ir a caminhar. O feedback que recebia do meu irmão ia sendo positivo e quilómetro a quilómetro estávamos mais próximo da meta.

Desta vez nem houve tempo para um sprint final, uma vez que a meta apareceu muito mais cedo do que eu pensava. 

O tempo final foi de 1:02:14, mas mais importante foi o desafio dos 10 Km ter sido superado :)



A minha corrida:

Histórico na Corrida do Sporting:

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Resumo Mensal - Julho 2016

A primeira semana de Julho seguiu o mesmo caminho que o mês de Junho. Na semana seguinte comecei com os treinos para o Triatlo de Cascais e por isso o número de actividades aumentou bastante. 

Entre natação, ciclismo e corrida acabam por ser poucos os dias da semana em que não faço nada, mesmo assim sinto que devia estar a fazer mais corrida. Talvez faça um bi-diário num dos dias para encaixar mais um treino de corrida no plano.

A única prova do mês de Julho foi logo no inicio com a Corrida do Sporting.

Calendário - Julho 2016



Número de Actividades até Julho 2016



Número de Quilómetros até Julho 2016



Tempo por desporto até Julho 2016




quarta-feira, 3 de agosto de 2016

33º Triatlo de Peniche (Sprint)

O passado 10 de Junho foi o dia da habitual deslocação anual a Peniche. Desta vez o motivo não foi a conhecida Corrida das Fogueiras, mas a trigésima terceira edição do Triatlo de Peniche, prova pioneira da modalidade em Portugal.

Saí com a família toda, um pouco antes de almoço, e chegados a Peniche fui para o Parque de Transição deixar o material, enquanto eles seguiam para o restaurante almoçar.



Foi neste momento que aprendi mais uma coisa nova sobre o Triatlo - para entrar no parque de transição, para além de ser necessário mostrar o dorsal, touca, bicicleta, e levar o capacete na cabeça, é preciso ter também vestido o equipamento que se vai usar na prova. Ora, eu que estava ainda de calças de ganga, tive de equipar-me na altura.

Segmento 1: Natação (14:45)

Mais uma vez, estava bastante nervoso antes da natação, principalmente devido aos cerca de 300 inscritos: parecia-me muita gente para ter à minha volta dentro de água!

Toca a buzina e é braços e pernas por todo o lado. O contacto era inevitável!



Apesar de estar a progredir bem em direcção à primeira bóia, não estava ainda a apreciar devidamente a prova pois continuava a sentir-me tenso. Pela cabeça passava um pouco de tudo, desde não conseguir respirar profundamente, sentir os ombros a doer e de como seria parar e levantar o braço para alguém me vir buscar. O normal no segmento de natação em quase todas as provas que fiz.

Claro que nem parei, nem pus o braço no ar, simplesmente continuei a nadar até chegar à confusão nas primeiras boias.



Ao virar na segunda bóia, nova preocupação. Não conseguia ver a bóia seguinte, por isso limitei-me a seguir quem ia à frente. Nesta altura comecei finalmente a apreciar a natação. Foi o momento, em toda a prova, em que me senti melhor

Ia com a sensação de estar a nadar rápido, de forma fluída e eficaz e estava realmente a gostar de estar ali. 

Foi assim que terminei o segmento com o garmin a marcar 827 metros feitos a um ritmo de 1:47 min/100m

Transição 1: Natação - Ciclismo (02:03)

Quando deixei a bicicleta no parque, apontei como ponto de referência que estava em frente à terceira coluna de som. Pormenor... Não me lembrei que quando fosse a prova iria estar imensa gente junto às barreiras impedindo-me de ver a tal coluna. 

Tinha uma ideia de onde estava a bicicleta, mas estava já a ver que ia ter de andar à procura dela. Valeu-me o meu pai que estava mesmo em frente ao meu local no PT a gritar que era ali :)

Mais uma vez, tonturas ao baixar-me para me calçar, e desta vez tive mesmo de me apoiar primeiro no chão e depois na bicicleta.




Segmento 2: Ciclismo (46:53

À saída do parque de transição começava-se logo a subir e ainda por cima em empedrado. O que vale é que eram só uns 500 metros. Serviu logo para aquecer as pernas! Terminada a subida entrava-se no circuito, que tínhamos de fazer por três vezes. 

Devia começar logo a impor um ritmo mais forte mas não me senti capaz. O vento de frente nesta zona do percurso dificultava a progressão e como mais uma vez não conseguia seguir na roda de ninguém, tive de lutar sozinho contra ele.

Ao entrar na marginal, que se faz na Corrida das Fogueiras, o vento passava a ser lateral e o percurso empinava novamente. Nesta altura eu só pensava "Vou ter de fazer isto mais duas vezes! Vou chegar de rastos à corrida".

conhecia esta parte do percurso, mas na versão correr e nocturna. Na versão a pedalar deu para perceber que o piso não é o melhor. Há uma zona de umas centenas de metros em que tudo na bicicleta vibrava e abanava, o que a juntar ao vento, dificultava a progressão.

A segunda metade do circuito de ciclismo era mais acessível, com muitas subidas e descidas, mas não parecia tão exposta ao vento, e as descidas permitiram-me descansar um pouco.

Ao longo das três voltas ao circuito, vi imensa gente a pé com a bicicleta pela mão, presumo que devido a furos.




Como seria de esperar, as três voltas ao circuito foram feitas em tempos cada vez maiores, perdendo cerca de 30 segundos por volta.

1ª Volta - 13:24
2ª Volta - 13:45
3ª Volta - 14:15

No final do ciclismo, o tempo nem foi assim tão mau. Fiz 21,73 Km a uma média de 27,9 Km/h o que, apesar da sensação de ir lento, não é um ritmo nada mau.


Transição 2: Ciclismo - Corrida (01:05)

Desta vez não tinha o meu pai a apontar para o meu lugar, por isso tive mesmo de ir atento para encontrar a placa que dizia "Individual".

Encontrei-a facilmente, troquei de sapatos, peguei no boné e no gel e saí rapidamente.


Segmento 3: Corrida (25:07)

A passagem pela claque, logo no início do segmento, ajudou a motivar para o que aí vinha e comecei a um bom ritmo, que fui conseguindo manter pelo menos até meio da corrida.




A meio da corrida senti-me a quebrar e tive de abrandar um pouco. No início do segmento tinha olhado para o relógio e vi que talvez fosse possível fazer menos de 1h30m de prova. Esta quebra punha esse tempo em causa, mas com o cansaço que tinha, o pensamento foi "que se lixe o tempo, deixa é gerir o que falta para não quebrar mais".

Até que comecei a sentir-me melhor e novamente com a possibilidade de conseguir terminar em 1h 30m. Nos últimos 500 metros de prova devo ter passado tanto tempo a olhar para a frente, como para o relógio. Os segundos iam passando e eu a tentar sprintar cada vez mais rápido. 




Foi à custa deste sprint louco que cortei a meta com um tempo final de 1h 29m 54s. Segundo o garmin acabei a uma velocidade de 03:25 min/km...

A Minha Prova:


Este foi o meu primeiro triatlo em distância Sprint e por isso não tenho grande termo de comparação a nível de resultado. Acho que foi um bom resultado e fiquei bastante contente por ficar abaixo da hora e meia.

Se puder será certamente uma prova a repetir para o próximo ano.

Classificações:
Fotos: